terça-feira, 20 de maio de 2014

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais[1] traz-nos que, para que se promova a reeducação das relações étnico-raciais no Brasil, é necessário fazer com que os medos e as dores dos grupos desfavorecidos emerjam. É preciso que todos compreendam que durante séculos o sucesso de uns foi gerado em detrimento da marginalização e da desigualdade imposta a outros. Pelas Diretrizes, a educação para as relações étnico-raciais é o desenvolvimento de aprendizagens entre negros e brancos, promovendo trocas de conhecimento, quebra de desconfianças e ações para a construção de uma sociedade justa e igual para todos.
De acordo com o expresso no site oficial da UNESCO[2], o fato da sociedade brasileira ser constituída por diferentes grupos étnico-raciais faz com que ela seja vista como uma das mais ricas do mundo. Ao mesmo tempo, a desigualdade e a discriminação, mais especificamente em relação aos negros e aos indígenas, impediram e continuam sendo uma barreira para seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.
Conforme Trevisan (1988), é fato que toda sociedade que está marcada por desigualdades muito visíveis e violência, escolha como inimigo um grupo a quem se deve ofender, inferiorizar, humilhar. É justamente contra esse comportamento ideológico-social que os profissionais da Educação deverão lutar. Além disso, existem teorias e conceitos que deturpam a realidade, como o disposto por Chiavenato (1999), sobre a culturalização da teoria de inferioridade de indivíduos negros, alegando que os negros vindos da África já conheciam a escravidão no seu continente e, por isso, a responsabilidade sob a prática racista e preconceituosa contra esses povos não deveria recair sob as elites brasileiras.
Sendo assim, tanto a UNESCO como o MEC entendem que a falta de conhecimento sobre as etnias e suas respectivas culturas geram preconceito, xenofobia, discriminação e segregação dos povos.  Defendem que, a partir da compreensão dos benefícios e contribuições dados por cada povo, a origem dos conflitos no mundo possa ser também esclarecida e compreendida, favorecendo a construção da civilização.
Portanto, é necessário que se garanta que a escola seja espaço de convivência e de compreensão das diversidades e das diferenças e não da homogeneização dos saberes, das crenças e da cultura, para que todos os participantes do processo de aprendizagem tenham seus valores reconhecidos dentro do ambiente escolar e, consequentemente, na sociedade.
A lei 10639, que estabelece o ensino da História da África e da Cultura afro-brasileira e, posteriormente, a lei 11645, que dispõe sobre a temática indígena, reconhece que a escola é o lugar onde se deve promover a valorização das diferentes culturas. Que as metas e desafios de uma educação de qualidade com equidade só serão alcançados se a escola for um ambiente acolhedor, que reconheça e valorize as diferenças e não as transforme em fatores de desigualdade.
Pode-se dizer que essa lei, ao mesmo tempo em que trata da questão dos grupos desfavorecidos, traz à tona a discussão sobre direitos e deveres do cidadão em sociedade. A falta de respeito, de compreensão, de tolerância entre os grupos fez crescer o preconceito não só em relação às etnias e seus respectivos valores culturais, mas em relação aos gêneros, às crianças, aos idosos, às pessoas pobres (neste caso, não importando a qual etnia essas pessoas pertencem), reafirmando o argumento de Trevisan, citado no início dessa introdução, sobre o comportamento ideológico-social que leva alguns à prática da violência contra essas pessoas.





[1] MEC/SEPPIR. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília: Seppir/Mec, 2004.

[2] Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. 

6 comentários:

  1. Achei o texto sobre Relações Étnico-Raciais muito interessante,pois ele nos dá a ideia de que as pessoas são iguais e devem ser respeitadas independente de sua cor ou raça.A desigualdade social infelizmente ainda é um problema em nossa sociedade,mas se cada um fizer sua parte,o nosso país iria melhorar,e a discriminação racial não seria mas um problema tão sério.

    Rayanne Brandão 7 Série C
    E.E. Hely Lopes Meirelles

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  2. Concordo com a Rayanne e acho que este tema Preconceito não deveria ser abordado apenas nas escolas mas também em nossa sociedade nosso dia a dia em televisão,jornais,internet etc, pois assim as pessoas entenderam o tema e refletirão antes de fazer ou falar algo.Infelizmente o mundo ainda sofre muito com o preconceito pois esta inovando cada vez mais em todos os sentidos porém a cada inovação a cada tecnologização as pessoas ficam mais ignorantes e ai surge o preconceito.Este texto mostra que somos todos iguais e que não temos o direito de julgar ninguém pois cada um tem o direito de ser e seguir o que quiser.

    Ana Laura-7 série C

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  3. Muitas pessoas acham que só por causa da cor de seu proximo ele não está ao seu "nível" mas na verdade estamos todos em um unico "nível" somos seres humanos e devemos respeitarmos uns aos outros pois se Parássemos para pensar e se nos focemos de outra "RAÇA ou COR" e as pessoas praticassem uma atitude de racismo contra você, você não Iria gostar . Temos que mostrar para o "MUNDO" que PRECONCEITO RACISMO é coisa do passado somos todos iguais por dentro pois pense só se todos nós fossemos iguais não existira graça, então lembre-se um dia seremos todos iguais todos nos seremos ossos e nada mais . Então em vez de "agredir" o proximo verbalmente pense em ajudá-lo ser companheiro . se todos nos Pensássemos assim o "MUNDO" de hoje não estaria assim .PENSE NISTO

    Lucas Fagundes-7sérieD

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  4. Nas escolas onde os próprios alunos deveriam respeitar seus colegas por sua ''cor'' , fazem brincadeira com elas e colocam apelidos maldosos. E várias vezes por causa dessas pessoas que fazem isso, a pessoa ofendida se sente ''menor'' que a pessoa que te ofendeu, e as vezes ela não consegue fazer amizades com outras pessoas com medo delas também o zuarem.
    Mais isso acontece quando nas escolas quanto nas ruas e em qualquer outro lugar. As pessoas deveriam ter mais respeito com o seu próximo, pois no final todo vamos acabar do mesmo jeito.

    Thallinne Silva-7°s E

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  5. Achei bastante legal esse texto sobre Relações Étnico-Raciais,e acho que todos deveriam respeitar á todos,por que tenho certeza que se aquele que pratica RACISMO ou o próprio BULLYING,não gostariam se serem tratados dessa maneira !
    Por isso acho que cada um tinha que colaborar e tratar o colega,conhecido,amigo,etc do mesmo jeito que gostaria de ser tratado.E eu mesma vejo muitas pessoas da minha sala sofrendo sobre este tipo de racismo por causa de sua ''cor'' só por que é um pouco á mais que a pessoa que esta praticando! Ou por que a pessoa é branca demais.Para essas pessoas nunca está bom,coloca apelidos MALICIOSOS ou porque é branco demais ou negro demais! E as pessoas que sofrem com isso,ficam quietas por que se falarem vai ser pior,por que ficam com medo e acabam deixando isso pra lá !Eu sinto pena pois eu me coloco no lugar daquela pessoa e fico imaginando oque eu faria ali!
    Então cada um faça sua parte que teremos um Brasil melhor PARA TODOS !!!
    #UmBrasilSemPreconceito

    Marcella 7 série C

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  6. Esse assunto é muito discutido mas pouco solucionado.As pessoas devem parar de julgar os outros pela cor da sua pele, do seu cabelo, seu tamanho e cuidar da sua própria vida, hoje em dia as pessoas não fazem mais elogios e sim xingamentos, na escola que para mim é um lugar que deveria ter muito mais respeito os alunos brigam por coisas bobas e dão apelidos maldosos. Eu nunca sofri bullying ou qualquer outro tipo de racismo mas eu me coloco no lugar dessas pessoas que sofrem e fico imaginando como ela se sentem e tambem como o praticante se sente, não entra na minha cabeça como uma pessoa pode achar que a cor da pele ou a nacionalidade faz com que aquela pessoa não mereça respeito. Vamos todos respeitar o nosso próximo fazendo assim do Brasil um país sem preconceito.
    Maria Eduarda 7 série D

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